COMO DIFERENCIAR REMAKE E REBOOT?

Muitos de vocês devem ter a dúvida do que é de fato um remake e um reboot. Muitos até acreditam que são a mesma coisa e isso não é uma dúvida tão incomum, percebo que até mesmo críticos e entendedores de cinema comumente se confundem com os termos! Depois de uma conversa com o Nick (um dos editores do Vambebe) resolvi fazer uma matéria explicativa sobre o tema.

remake reboot

Hoje em dia produzir remakes e reboots está na moda em Hollywood, muitos afirmam que isso é falta de criatividade dos estúdios, que aproveitam uma história pronta e simplesmente a refazem (aproveitando poucos ou muitos dos elementos do filme original). Outros defendem que essa prática visa atualizar o público moderno, apresentando histórias consagradas, mas de uma forma mais atual. Existe ainda filmes que são produzidos com a finalidade de corrigir ou fazer com que o original caia no esquecimento!

Mas como distinguir um do outro?

Remake

Traduzindo para português, a palavra remake significa refazer, reconstruir, voltar a fazer e é exatamente esse o intuito. Quando um filme antigo (as vezes nem tão velho) é refilmado, mas se mantém totalmente baseado na mesma história, esse filme é considerado um remake.

Um bom exemplo de remakes são o “King Kong” (2005) do diretor Peter Jackson, que é um remake do clássico de 1933 e a refilmagem clássica é “A Fantástica Fábrica de Chocolate” de Tim Burton, refeita com base no filme de 1971. Um remake mais atual é o “RoboCop” do brasileiro José Padilha, o título original é de 1987.

O Vingador do Futuro (Total Recall) original é de 1990

O Vingador do Futuro (Total Recall) original é de 1990

Reboot

Traduzindo para o nosso idioma, reboot significa reinício, reinicializar. Esse tipo de refilmagem normalmente acontece quando o título original não agrada ou demonstra problemas para uma possível continuação, sendo assim, o filme original é esquecido e a franquia é reiniciada com um novo elenco, outra dinâmica e com a história tomando um rumo completamente diferente.

Um bom exemplo disso é “O Espetacular Homem-Aranha”, filme que reconta a história do cabeça de teia com novos atores, outro roteiro, novos vilões e estilo diferente, tentando assim não fazer ligação com a trilogia filmada por Sam Raimi. Outro bom exemplo é “Batman Begins”, filme que trouxe de volta Batman às origens com uma pegada mais séria, reiniciando a franquia que começou em 1989 estrelada por Michael Keaton e que teve diversos outros reboots (Sendo que “Batman Begins” é reboot de “Batman & Robin” de 1997).

O Homem de Aço (The Men of Steel) é um reboot

O Homem de Aço (The Men of Steel) é um reboot

Durante a conversa que gerou a ideia de fazer a matéria, dei um exemplo que pode ajudar a lembrar a diferença de um remake e um reboot:

“Quando você está usando um computador e resolve desliga-lo para ir dormir e volta a liga-lo no dia seguinte, isso é um remake e quando você está usando o computador e precisa reinicia-lo para reparar um erro do sistema, isso é um reboot!”

Espero que esse post tenha ajudado a acabar com as dúvidas sobre o assunto, deixe um comentário falando o que achou da matéria e se ainda tem alguma dúvida!

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Fonte de Inspiração: Revista Geek

DLC: UMA BENÇÃO OU UMA MALDIÇÃO?

Alguém, em algum dia brilhante, teve uma ideia excelente: “E se nós não vendêssemos o jogo completo e ainda fizesse o otário o jogador pagar mais 20 dólares por ele?”. E assim nasceu o DLC.

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A febre dos “Conteúdos extras” estourou com a chegada no PS3 e do Xbox 360, apesar de já existir conteúdos extras para jogos no computador, essa pratica ainda não era tão difundida. Para quem não conhece, DLC –  “Downloadable Content”- é um extra para o jogo, que pode ser adquirido por meio da internet do console (PSN, Live, Steam e etc…). Bom, qual é o problema do DLC? A resposta nem sempre é simples. Vamos aos porquês.

A princípio, o DLC é algo positivo para a experiência do jogador. Sim, isso é verdade! Não há nada melhor do que jogar mais um pouco daquela parada que você adorou. Mas, com o passar do tempo,  algumas empresas começaram entender que o “gamer” quer a experiência máxima do jogo, então, eles começaram a cobrar por DLCs. Até aí, sem problemas, afinal, vivemos num sistema capitalista, certo? Todos devemos ganhar e perder dinheiro!

Depois de entender que os jogadores fazem de tudo para uma “experiência máxima”, as empresas se ligaram que eles poderiam lucrar mais ainda com seus produtos. Então, começou o problema! Alguns jogos já saem “incompletos”. Entenda, não é que a história presente na versão ~free~ não esteja completa, mas, muitas das vezes, o final é insatisfatório e você quer mais. Usando o Assassin’s Creed como referencia, vamos voltar no quarto jogo da série, que é o 2.2, que é o quarto, mas é o 2.2… (Vai entender…) Enfim, no AC Revelations entendemos mais da história do Ezio e como é a ponte entre o passado e futuro, até aí tudo bem. Maaaaaaaaas, eis que um DLC foi liberado e esse extra contava a história, mais aprofundada, do Animus e do “Piece of Eden” (um artefato que tem ligação com a história do jogo). Quem não jogou diz: Ah, mas a história principal foi contada na versão ~free~ do jogo.” Tá, até foi, mas por que o DLC tem mais detalhes? E mais, detalhes tão importantes e tão fodas que, ao meu ver, não deveria ficar fora da versão ~free~.

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Jogos da plataforma Android são os que mais sofrem desse problema. Muitos jogos se dizem free, mas te obrigam a comprar algo dentro do jogo para o mante-lo interessante. Porra, se vai cobrar pelo jogo, por que não cobra antes do download!?

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Depois de alguma pesquisa no Google, percebi que não sou o único revoltado com a situação dos conteúdos extras. Vi milhares de pessoas reclamando da mesma coisa e até me deparei com coisas muito bizarras no meio do caminho (NSFW). Eis que achei algo sensacional, mas que, na verdade, não adianta de porra nenhuma. Um inglês chamado Den Neil criou um abaixo-assinado para pedir que as companhias nos entreguem DLCs gratuitos, tendo em vista o preço dos jogos e tal. Infelizmente o abaixo-assinado já foi encerrado, mas a página continua online e você pode ver e ter uma ideia de como reclamar com a empresa.  Clique aqui para ajudar a causa (Isso ficou parecendo recrutamento para o IRA).

Na imagem: Trabalho por comi... DLC

Na imagem: Trabalho por comi… DLC

Raiva e pontos negativos a parte, existe um lado bom nessa torrente de cocô. Existem DLCs que são aceitáveis. DLCs que são, realmente, um conteúdo extra e te entrega uma nova história, uma real continuação do jogo. O melhor exemplo disso é 250px-UndeadArto Undead Nightmare, o DLC do Red Dead Redemption. Esse é o melhor Conteúdo extra que já comprei/joguei. Diferente do exemplo dado no ponto negativo, o RDR tem a história fechada e não se apoia no DLC para detalhes. E, quanto ao conteúdo, ele não é uma simples missãozinha ou algo bobinho, feito pra tirar seu dinheiro. Ele é uma nova história, malandro! E se os cowboys do velho oeste virassem zumbis? Porra, excelente!! Deu até vontade de jogar de novo. Outros exemplos de bons DLCs são as expansões de GTA IV: The Balad of Gay Tony e Lost MC. Os DLCs de L.A. Noire também valem a pena ser adquiridos.

comics-JaGo-games-dlc-6042721Como tudo nessa vida, existem lados positivos e negativos nos DLCs, mas, na maioria das vezes, eu só consigo enxergar o lado negativo das paradas. 15 reais por uma pistola, 30 reais por uma missãozinha de merda, 20 reais por um carro que neeeeeem é tão superior aos outros e 40 reais por um extra que conta a MESMA fuckin história do jogo, mas tem 3 falas a mais, por isso é melhor e deve ser comprado, pois essas 3 frases são suficientes para tirar toda e qualquer dúvida sobre a história. Por essas e por outras, que sou COMPLETAMENTE contra o DLC. Não nego que existam uns bons, mas a grande maioria deixa a desejar. E você, o que pensa sobre o assunto?

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ASSASSIN’S CREED IV: REI DOS MARES E DOS BUGS

A franquia que já é conhecida por todos os fãs e já tem data de lançamento para seu próximo jogo, tomou minha atenção nos últimos dias.

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Adquiri o jogo recentemente e prontamente saí jogando. Com o passar das missões, mapas, partes chatas e estórias fodas, reparei que algo sempre me acompanhava no caminho. Sempre que precisava de extrema cautela ou habilidade, lá estava o bug para me atrapalhar.

Antes de criticar o jogo, devemos falar da qualidade dele. ESPETACULAR! Eu sei que muitos dirão que o gráfico (especialmente o “desenho” dos seres humanos) é meio zoado, mas nada que atrapalhe o conjunto da obra. A estória, como é de praxe na série, foi foda! Essa mistura de personagens reais com personagens fictícios é muito bem feita! Mas, chega de papo de ficante e vamos aos bugs!

BUGS! BUGS! BUGS!

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Existem diversos bugs em todo sandbox, isso é uma realidade. Mas, sinto que nessa versão do AC os bugs se superaram. Falhar missão (ou não completar 100%) porque você ficou preso no meio de uma árvore é broxante. Outro bug mega recorrente do jogo é o que chamo de “sapinho”. Quando Edward sobe em algo que ele precise ficar agachado em cima, como um toco de árvore, e tem um inimigo perto, o personagem fica preso ali e não se move até que tome uma porrada (meio masoquista, não?) Enfim, depois de 40 horas jogadas e muita, mais muita dor de cabeça por causa de bugs, descobri que não estava sozinho. Inúmeros jogadores reclamaram dos mesmos problemas na internet. Aparentemente a Ubisoft nada faz para consertar os problemas do jogo, o que deixa alguns usuários revoltados.

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Maaaaaaaaaaaaaas, sejamos francos, nem todo bug dá raiva, alguns até te surpreendem. Veja esse vídeo do bug MAIS ÉPICO de todos os bugs do mundo.

Sim, Edward Kenway é o Moisés dos piratas!

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Mimimis e brincaderias de lado, o jogo é muito bom. Mesmo com inúmeros bugs e quest chatas, vale (e muito!) ser jogado! O jogo tá entre 50~80 reais e pode ser encontrado nas principais lojas de jogos, tanto online quanto em lojas físicas. E agora, com o jogo zerado, devemos esperar o Unity chegar com mais bugs!

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A MORTE DAS CORES NOS UNIFORMES DOS HERÓIS

Como havia prometido, o Vambebe está de volta! Com posts mais longos, mais elaborados e menos formais, o nosso ponto de vista ficará mais evidente e mesmo que fique uma bosta, vamos fazer de tudo para continuar mantendo essa joça no seu devido rumo. Pegue o seu caneco de cerveja e aproveite… ou não.


 O pretinho básico não é uma opção só daqueles que querem parecer mais magros, tão pouco, dos metaleiros de plantão. A verdade é que o preto é tão versátil, que cada vez mais, até mesmo os super-heróis estão optando por um tom mais “dark” em seus modelitos. Mas até onde essa onda emocore é válida?

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Durante as últimas décadas de quadrinhos, os uniformes dos super-heróis passaram por diversas adaptações, algumas para melhor… outras nem tanto. Acredito que o maior problema dessas mudanças, foi a gradativa morte das cores características que definem a identidade visual do personagem. E agora com os heróis se consolidando no cinema, a tendência que Hollywood tem seguido até então é simplificar os uniformes, descolori-los e deixá-los menos chamativos. Tudo para se enquadrar em uma temática mais real, logo, mais próxima do espectador.

Tem sido bem comum vermos tanto as HQ como os filmes, adotarem esse tom mais realista, lembrando que em um mundo monótono como o nosso, se um sujeito se veste com um uniforme colorido, é logo taxado como um maluco que quer chamar atenção! Atualmente, a aposta mais comum das produtoras é dar um tom mais sério e sombrio aos heróis. Um bom exemplo disso, é a trajetória que a DC/Warner vem traçando nas telonas.

Quando pensamos em uniformes pretos, o figurino dos três primeiros filmes de X-Men vem a cabeça quase que instantaneamente, mas essa moda “Men in Black”, surgiu bem antes e nos próprios quadrinhos! Posso até estar errado, mas acredito que tudo começou com o cabeça de teia.

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1984 e 1985 marcaram definitivamente a vida do nosso querido (e ferrado) Homem Aranha, já que nessa época era lançada a tão aclamada Guerras Secretas, onde o amigo da vizinhança encontra o bendito uniforme negro, ou se preferir, o simbionte. Literalmente, essa mudança no herói foi um divisor de águas, chamando atenção dos leitores que gostavam desse visual mais dark e violento. Tanto que no auge da fama, o Aranha desenhado por Todd McFarlane vendeu 1 milhão de exemplares, em 1988, uma vendagem considerada um recorde até hoje.

 Em 1987, Quando o Capitão América se desentendeu com o governo, o herói devolveu seu uniforme e escudo, alegando que a “marca” Capitão América fora criada por eles. Com a ajuda de Tony Stark, que lhe desenvolveu um novo escudo, o herói adotou a identidade de Capitão, trajando uma roupa preta com listras vermelhas e brancas.

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A DC parece ter gostado dos visuais, tanto que em 1992, seu personagem mais famoso também se rendeu ao “pretinho básico” em “Ressurreições” (Superman 81), durante a saga O Retorno do Super-Homem. Fruto de uma jogada de marketing onde heróis morrem e ressuscitam, trocam de uniformes, ganham outros poderes ou perdem os originais, Kal-el volta do mundo dos mortos (depois de ser escorraçado pelo vilão Apocalypse) vestindo um uniforme preto, sem capa e com o “S” cromado.

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Desde então, essa merda desandou e sempre que um personagem sofria uma mudança de comportamento, o preto estava lá presente nos uniformes e se fosse somente nesses casos, não haveria muitos problemas, tanto que essas mudanças sempre foram temporárias. Entretanto, o preto vem sendo comumente adotado quando um herói abandona seu posto e outro entra no lugar… será que não tá faltando um pouquinho de criatividade ai não?

 Após a saga Guerra Civil (2007), antes de morrer, o Capitão América deixou uma carta com Tony Stark pedindo que o escudo fosse passado para alguém que mantivesse o símbolo da liberdade vivo. O escolhido foi seu antigo parceiro, Bucky Barnes, que passou a vestir um traje negro e um peitoral que lembra uma armadura, abolindo as velhas escamas e adotando um visual todo reluzente.

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Em 2011 após a morte do aranha Ultimate, fomos apresentados a Miles Morales o novo Cabeça de teia, que ganhou um traje (também preto) desenvolvido pela Shield (que é até mesmo a prova de balas!) e ainda no mundo do Aranha, temos também o odiado Homem-Aranha Superior, cujo o azul do uniforme original foi substituído pooor? Pois é, preto…

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Não me entendam mal, eu adoro a cor preta, mas tudo em demasia enjoa. Sinto falta dos uniformes todos coloridos e chamativos (por mais idiotas que fossem…)

E o que você acha? As mudanças atuais são válidas ou você concorda que os uniformes mais clássicos ajudam a definir a personalidade do herói?

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