SÍMBOLOS E SEUS VERDADEIROS SIGNIFICADOS [PARTE 1]

Francamente é bem curioso ver como o significado de alguns símbolos perdem o sentido e ganham outro com o passar do tempo. Principalmente quando um movimento ou evento importante, faz uso desses símbolo independente de seu significado.

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Símbolos… Desenhos e formas que mal damos valor diariamente, mas que exercem uma influência importantíssima no nosso subconsciente. Graças a eles, não precisamos perder tempo lendo nomes e nomenclaturas, para saber se estamos indo para onde queremos ou mesmo, se podemos ou não mexer em algo. Entretanto, com o passar dos anos, muitos símbolos vão perdendo o sentido ou são usados para uma proposta semelhante, mas que não é a original… É por exemplo, o caso de muitos ícones usados na informática.

quais crianças de hoje sabem o que era um disquete?

As crianças de hoje sabem o que era um disquete?

Embora a imagem acima ilustre bem o que quero dizer, o foco dessa bagaça são os símbolos milenares ou mesmo aqueles bem antigos, originários de uma sociedade com princípios e cultura bem diferente da nossa atual. Dando uma olhadinha nas interwebs, descobri que existem diversas páginas falando sobre esse tema, algumas com boas informações, outras zoadas e por sua vez, algumas de cunho religioso e fanático, que aceitam apenas a sua versão como a verdade… Para diferenciar um pouco, resolvi abordar primeiramente símbolos muito conhecidos da nossa sociedade e que são usados com muita frequência por nós. Vamos a primeira parte dessa lista!

Máscara de Guy Fawkes

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Figurinha presente em muitos protestos e manifestações atualmente. Ela se tornou um símbolo mundial contra a corrupção e abuso de poder por parte do governo e autoridades. Para todos que desejam a quebra drástica, rápida e efetiva do Estado e de todas as estruturas, materiais e não-materiais, o personagem principal de “V de Vingança” (Título nacional), é um exemplo. O personagem é um anarquista que luta exatamente por esses objetivos. Entretanto, ele não compactua com os ideais de Guy Fawkes, a pessoa que inspirou o visual da máscara, apenas faz uso de sua imagem estilizada e seu plano explosivo.

Embora Fawkes realmente tenha se revoltado com o reinado de Jaimes I, que esbanjava o dinheiro público enquanto o país sofria de corrupção, aumento excessivo de impostos, perseguição aos católicos e depravação, sua ideia não era apenas destruir uma ditadura fascista, mas sim, instaurar uma que estivesse mais de acordo com seu ponto de vista religioso… Lembrando que Fawkes era um soldado fiel a Espanha e a Igreja Católica. Seu objetivo era acabar com a revolução protestante na Inglaterra, restaurando assim a dominação católica.

Ou seja, o homem que deu origem ao símbolo, não estava lutando pelos interesses do povo em geral, mas sim pelos católicos da Inglaterra.

Leia também: A CARA DOS PROTESTOS: QUAL O SIGNIFICADO DA MÁSCARA?

Símbolo da paz

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Usado comumente em adesivos, pingentes, estampas de camisa e tatuagens, o símbolo adotado mundialmente para a paz, não tem o significado glorioso que imaginamos… O símbolo da paz foi criado em 1958 pelo artista e designer britânico Gerald Holtom, que tentava representar o desespero que ele sentia diante da construção de armas nucleares na Inglaterra.

o artista decidiu utilizar as letras N e D (do código homógrafo), que significavam “nuclear disarmament”, ou seja, representavam seu desejo de que o desarmamento nuclear se tornasse realidade. Seguindo a posição das bandeiras, as letras formavam o desenho interno do símbolo, que ganhou um círculo em volta para representar o planeta.

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Em suas próprias palavras, seu logotipo foi concebido para ser um “ser humano em desespero”. Além das letras, os traços internos poderiam ser vistos como parte do corpo de um boneco de palito, com os braços para baixo representando um homem que perdeu a esperança em um mundo enlouquecido.

Acreditando que o símbolo que havia criado representava ideias e sentimentos que pertenciam ao mundo naquele momento, Holtom não registrou os direitos da imagem e devido a isso, o símbolo acabou ganhando interpretações variadas, sendo que a mais popular delas é a paz. Depois disso, Holtom acabou se arrependendo de ter criado o símbolo e sugeriu que a imagem fosse virada de ponta cabeça para que exibisse uma pessoa com os braços erguidos em sinal de euforia. Dessa maneira, o elemento seria formado pelas letras U e D, que significariam “unilateral disarmament” (desarmamento unilateral), o que seria igualmente apropriado, segundo ele.

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Fonte da imagem Reprodução-Jan S. – Shutterstock

Fonte da imagem: Reprodução/Jan S. – Shutterstock

Holtom pode até ter se decepcionado com o significado que deram ao seu logotipo, mas nenhum outro símbolo teve seu significado mais zoado que a suástica!

Todos sabemos que a cruz suástica, foi utilizada como símbolo máximo da identidade ariana. Mas o que muitos desconhecem, é que esse símbolo já era usado muitíssimo antes, sendo encontrada em quase todas as culturas antigas e primitivas do mundo, desde o período neolítico, no qual era inicialmente considerada um símbolo religioso. Dessa maneira, o símbolo foi encontrado nas catacumbas cristãs, na Bretanha, Irlanda, em Micenas e na Gasconha; entre os etruscos, os hindus, os celtas, os gregos e germânicos; na Ásia Central e em toda a América pré-colombiana (astecas, maias, toltecas, dentre outras).

Na Índia, a suástica representa um símbolo muito popular que significava o “auspicioso”, associado à Buda, sendo utilizada em diversas cerimônias religiosas. Não obstante, no hinduísmo, a suástica está associada com Ganesh, divindade da sabedoria.

Existem dois tipos fundamentais de suástica: aquela cujos braços apontam para a direita (masculino) e outra contrária (feminino), significando respectivamente o impulso cósmico evolutivo e involutivo. Para o hinduísmo, de onde vêm algumas das representações mais antigas do símbolo, a suástica representa o deus Vishnu até hoje, representado-o quando aparece “girando” para o sentido horário e, no sentido anti-horário, representando o deus Kali.

Infelizmente, o uso desse símbolo está tão fortemente ligado ao nazismo, que sempre quando é visto, causa aversão e repudio.

Cruz

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A cruz é outro símbolo icônico que ganhou um novo significado devido a um fato histórico, ocorrido que mudou o mundo e a forma como vivemos as nossas vidas até hoje. Esse símbolo milenar representa a boa sorte de quem o carrega e embora ainda possa ser usado com esse propósito, a ideia que esse símbolo passa de imediato, é a história de fé, sacrifício e salvação, desempenhada por Cristo.

O crucifixo ou Cruz Episcopal, é o símbolo supremo da fé cristã, estando presente em igrejas, capelas, monastérios e templos. Entretanto, a cruz já era utilizada por povos da antiguidade, do período neolítico e, posteriormente, pelos egípcios, gregos, celtas e os astecas. Além disso, apresenta uma grande variedade de formas, sendo também representada com um círculo em volta, simbolizando o sol e o ciclo da natureza.

Cruz invertida

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Esse talvez seja o símbolo mais equivocado da lista…

Com a exceção do pentagrama com uma cabeça de bode, esse deve ser um dos símbolos satânicos mais populares no mundo! O símbolo representa o desrespeito e a rebeldia contra o cristianismo, chegando ao ponto de ser usado até mesmo em tatuagens.

Tudo bem que a ideia de crucificar alguém de ponta cabeça, é algo estupidamente perturbador, mas o que muitos desses “satanistas” não sabem, é que esse é um dos principais símbolos cristãos!

A cruz invertida é, na verdade, a marca pessoal de São Pedro, o primeiro Papa, e uma das figuras mais reverenciadas na tradição católica. Ela simboliza a humildade cristã, tendo em vista que quando Pedro foi sentenciado à crucificação, ele pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, porque não se sentia digno de morrer da mesma forma que seu mestre Jesus.

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Pela lógica dos satanistas, o Papa era um defensor das suas causas! rss

Coração

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Aaah o amor! O último elemento necessário para evocar o Capitão Planeta, é um dos símbolos mais universais que possuímos. Presente desde cartas de baralho, cartinhas de amor, tatuagens e até portas de banheiro masculino (transpassado não por uma flecha, mas sim por um pênis…), esse elemento que simboliza o amor, mal se parece com um coração real, mas por que?

Deixei esse por último, exatamente por não existir uma resposta definitiva e comprovada, que explique as origem do símbolo. Existem sim, diversas teorias e algumas são bem inusitadas. Dentre elas, a mais convincente diz que o símbolo nunca foi criado para ser um coração em primeiro lugar, mas sim um contraceptivo do antigo Império Romano.

O símbolo não representaria o músculo responsável por bombear o sangue para todas as partes do corpo, mas a semente da planta silphium, uma erva que os romanos da antiguidade valorizavam por suas capacidades de controle de natalidade (planta que quase foi extinta devido ao seu uso exagerado). Representações da semente da planta foram generalizadas em todo o Império Romano, até o ponto em que ela apareceu cunhada nas moedas da época. Essa medida teria sido tomada como forma de prevenção, advertindo o povo que essas sementes poderiam evitar filhos bastardos… Se for verdade, então podemos dizer que o símbolo universal do amor começou como um incentivo ao sexo livre e sem compromisso.

Embora seja a mais aceita, existem ainda muitas outras possibilidades, entre elas, formatos de folhas, o desenho que se forma quando cisnes se beijam, dois corações reais unidos e a hipótese que eu mais gosto:

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Existem teorias que afirmam que o símbolo que usamos hoje, é na verdade uma representação de uma voluptuosa bunda ou mesmo, segundo os próprios romanos, uma bolsa escrotal!!!!!

Vire o coração de cabeça para baixo…

Depois eu volto com a segunda parte da lista, outros símbolos e seus reais significados. Não deixem de comentar se conhecem algum outro símbolo assim!

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10 GRANDES CENAS DE IMPROVISO NO CINEMA [PARTE 2]

Como prometido, estou trazendo para vocês mais uma leva dos improvisos mais impagáveis do cinema! Na primeira lista, clássicos como “Laranja Mecânica”, “O Silêncio dos Inocentes” e “Blade Runner, o Caçador de Andróides” foram escolhidos devido a importância que essas produções tiveram no mundo cinematográfico. Já para essa segunda lista, além de alguns clássicos, escolhi alguns filmes menos importantes, mas que tiveram cenas de improviso sensacionais e mereceram estar presentes!

Vamos começar pelo título mais antigo dessa famigerada lista. Do diretor John Schlesinger, “Perdidos na noite” (Midnight Cowboy) de 1969 contou com um verdadeiro improviso do jovem e já talentoso Dustin Hoffman.

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Na cena, Hoffman e Jon Voight andam pelas ruas de Nova York e no momento em que vão atravessar a rua, um táxi fura os avisos de filmagens e quase atropela os atores. Nesse momento Hoffman se revolta com o motorista e grita: “Hey, eu estou andando aqui.” gerando uma breve discussão que logo é deixada de lado, dando continuidade ao diálogo entre os atores. Toda a cena ficou tão natural, que inevitavelmente entrou pro filme.

Onze anos depois, o mundo conheceria “O Iluminado” (The Shining) de Stanley Kubrick e uma fala improvisada de Jack Nicholson, entraria para a história com uma das frases mais conhecidas do cinema!

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Fugindo do psicótico Jack Torrence (Nicholson), Shelley Duval e Danny Lloyd que interpretam mãe e filho no longa, se escondem no banheiro do hotel e Jack começa a destruir a porta com um machado de incêndio. Aos abrir uma fresta, o ator enfia aquela cara perturbadora no buraco e profere a frase: “Aqui está o Johnnye!”. Curiosamente, essa frase não estava no roteiro criado por Kubrick.

Em 87 fomos presenteados com o violento, mas excelente “Robocop” de Paul Verhoeven. Além de muitas críticas sociais e políticas, o longa apresentou um momento de improviso que deixou os atores envolvidos na cena, com uma cara de nojo inesperada.

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Quando o vilão Clarence Boddicker (Kurtwood Smith) é levado para polícia após levar uma surra do RoboCop (Peter Weller), Boddicker cospe uma bola se sangue em cima dos papéis do sargento, dizendo em seguida: “Me dê minha maldita ligação!”.

Antes de filmar, Smith e Verhoven haviam discutido sobre esse improviso, mas ninguém informou nada sobre a cuspidela aos demais atores, o que ficou evidente vendo a cara de nojo e surpresa enquanto a cena se desenrola.

OK, sei que “Debi & Lóide” (Dumb & Dumber) de 1994 não é nenhum clássico, mas Jim Carrey realmente se supera em uma cena totalmente improvisada, tornando seu personagem ainda mais imbecil!

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Em um momento de puro improviso, Jim Carrey pergunta a Jeff Daniels e Mike Starr se eles querem ouvir o som mais bizarro de todo mundo, para logo em seguida gritar, guinchar, ou seja lá o que for que se enquadre esse som… Seguindo o ritmo, até a reação do bandido Joe Mentalino (Starr) foi improvisada, deixando a cena muito mais engraçada e natural.

“Os Suspeitos” (The Usual Suspects) de 1995, tem uma cena que se parece mais com um erro de gravação do que uma cena improvisada, nela os suspeitos tinham que falar uma mesma frase, mas ganharam total liberdade para falar como quisessem!

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Christopher McQuarrie escreveu apenas uma fala para essa cena: “Me dê as chaves seu maldito boqueteiro!” – E deixou que os atores falassem da maneira que quisessem. MacQuarrie que inclusive interpretou o policial, pedia que os suspeitos fossem a frente e falassem a frase, mas quando ele pede que Benicio Del Toro fale em inglês, a reação de Del Toro é inesperada.

Matt Damon e Ben Affleck podem ter levado o Oscar de Melhor Roteiro por “Gênio Indomável” (Good Will Hunting) de 1997, mas um dos momentos marcantes do longa foi criado por Robin Williams, provando que atores de comédia geralmente fazem o seu melhor em cenas improvisadas.

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A cena em que o terapeuta Sean Maguire (Robin Williams) discute os costumes flatulentos da esposa com Will Hunting (Matt Daemon), veio diretamente da cabeça de Williams e não fazia parte do roteiro original. A sequência, no entanto, ficou tão natural que foi mantida no filme pelo diretor Gus Van Sant.

Matt Damon parece ter aprendido alguma coisa com Robin Williams, já que um ano depois em “O resgate do soldado Ryan” (Saving Private Ryan), o ator resolveu improvisar contando uma estória totalmente elaborada por ele e que não falava sobre os costumes flatulentos da esposa…

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Durante um intervalo da guerra, Capitão Miller (Tom Hanks) se senta com o soldado Ryan (Damon) trocando estórias sobre como seria voltar pra casa. A história que Damon conta sobre seus irmãos e o celeiro foi totalmente criada por ele durante a filmagem e agradou tanto o diretor Steven Spielberg que acabou entrando no filme.

“O Virgem de 40 Anos” (The 40 Year-Old Virgin) de 2005 também não é nenhum clássico, mas merece ser lembrado aqui, principalmente pela cena onde Seth Rogen e Paul Rudd se insultam enquanto jogam videogame.

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Essa cena em que que os atores trocam insultos sobre a sua suposta opção sexual, foi completamente improvisada.

[Bônus] O número “você sabe porque eu sei que você é gay” ganhou tanto destaque que acabou se repetido em “Ligeiramente Grávidos” (Knocked Up) de 2007. A cena tem apenas alguns segundos na edição final, mas um extra no DVD mostra a cena completa com mais de seis minutos.

“Se Beber, Não Case!” (The Hangover) de 2009, é mais um filme que conseguiu apresentar cenas que o grande público dificilmente irá esquecer, e seguindo a premissa apresentada no longa, o improviso não poderia ser menos politicamente incorreto.

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Deixando alguns perplexos e outros morrendo de rir, em certo momento do filme, Zach Galifianakis resolve improvisar e simula que o bebê Carlos estaria se masturbando. Tentando minimizar o impacto causado, o ator revelou que a cena foi feita com um boneco e não com uma criança de verdade, mas brincou: “esta é uma improvisação que vai me perseguir por toda vida.”

Como começamos a lista anterior com “O poderoso chefão” (The Godfather) do mestre Coppola, nada mais justo que terminar essa, com mais um improviso impagável desse clássico!

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Além da cena do gato, temos outro improviso igualmente sutil, só que dessa vez com uma pitada de humor, que acaba apaziguando um momento de tensão.

Poucos sabem, mas a clássica frase “Leave the gun, take the cannoli” (“Deixe a arma, leve o cannoli”) não estava no roteiro original. O ator Richard Castellano deveria dizer apenas “Deixe a arma”, mas acabou “lembrando” da massa na cena e resolveu pedir para pegá-la, criando assim, uma das frases mais icônicas de todo filme!

O mundo cinematográfico está repleto desses momentos, dessas grandes sacadas. E assim como falei da outra vez, é bem complicado escolher quais deles deveriam entrar e quais deveriam ficar de fora dessa lista. Entretanto, resolvi seguir o mesmo princípio da primeira, onde preferi incluir alguns improvisos clássicos e alguns outros relevantes para mim.

Espero que tenham curtido e se conhecerem algum outro improviso, deixem ai um comentário! De repente eu faço uma [Parte 3]…

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BATMÓVEL: QUAL É O MELHOR?

Com o visual do novo carro do Batman revelado, uma pergunta surge na cabeça de todo fã do morcego. Qual é o melhor carro? Bom, o melhor é complicado de dizer, mas vamos à todos eles e talvez chegamos uma conclusão.

1 – BATMAN: THE MOVIE // THE TV SHOW (1966-1969)

A primeira aparição do morcego nos cinemas e na tv trouxe consigo o início de uma longa caminhada para os filmes do Batman que vemos hoje. A primeira versão “live action” do Batman, Adam West e Burt Ward ( Batman/Bruce e Robin) rodavam em Gotham em um Lincoln Futura, que, com o passar da série, teve seu chassi alterado, devido ao motor – que era desenvolvido pela ford. Quando a ideia do filme apareceu, eles queriam transportar a série para o cinema, logo, se utilizaram do mesmo grupo que estava na tv, assim como o carro.

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Com o passar do tempo, o primeiro Batmóvel entrou na lista dos carros clássicos do cinema/tv. Como o motor era produzido pela Ford, responsável pelos “American muscles” que temos hoje, o valor do Lincoln triplicou ao longo dos anos.

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O Lincoln Futura da série e do cinema era equipado com um “Motor de turbina atômica” (motor V8 da Ford). Além dos acessórios do Batman (lasers, misseis, telefone de carro, computador de bordo, radar e “farol da polícia”), ele contava com uma aerodinâmica funcional para todos as missões do morcego. O carro, apesar de não soltar foguetes nem fogo, é completamente funcional.

O carro original foi vendido em um leilão, em 2013. O comprador desembolsou uma quantia de 4.2 milhões de dólares, algo em torno de 8.4 milhões de reais.

2 – BATMAN/ BATMAN: O RETORNO (1989/1992)

Com Michale Keaton no papel do morcego, o carro da vez era um protótipo desenhado por Anton Furst (designer de produção). Furst se utilizou do chassi e da lataria de um Chevrolet Impala ’74 para bolar o carro que o Homem-Morcego dirigiria em Gotham.

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A versão do filme do Tim Burton conta com um motor Chevrolet 350 Smallblock. Uma curiosidade da produção desse carro é o fato dele não ter porta. Diz a lenda que, quando eles foram apresentar o carro a Burton, todos adoraram, mas o diretor reparou que algo faltava no projeto. Então, para “remediar” a falta da porta, fizeram a entrada por cima do carro.

Assim como a versão anterior, ele é completamente funcional e todo equipado com as bugigangas do morcego. Sua lataria, porém, foi feita de fibra de vidro o que o fazia tremer e balançar quando o carro estava em alta velocidade. Com o treme-treme da carroceria, todas as cenas de alta velocidade do filme foram feitas beeeem devagar e aceleradas na pós-produção.

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Entre os 2 filmes, o batmóvel recebeu algumas mudanças. Segundo a Warner, eles melhoraram o motor e aumentaram a turbina. Devido à suas configurações, esse batmóvel não é “legal nas ruas”, por isso, o original se encontra em exibição no estúdio da Warner Bros. na Califórnia.

3 – BATMAN ETERNAMENTE (1995)

Depois de 2 filmes de Tim Burton, eles resolveram que era hora de estragar de vez o Batman nos cinemas. Contrataram Joel Schumacher para o papel de diretor, que trouxe consigo Val nego tava de sacanagem Kilmer. O batmóvel desse lixo filme, também foi desenhando a partir de um Impala ’74, mas Schumacher resolveu adicionar uma “crista” no carro, além de deixa-lo mais “brilhante”.

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O carro era completamente funcional e contava com todas as bugigangas dos anteriores, mas não chegou aos pés de seus antecessores. Para não me estender nesse filme de merda, vamos direto ao valor que o carro original foi  vendido.

Um advogado chamado John O´Quinn, levou essa ~belezinha~ por 350 mil dólares, algo em torno de 770 mil reais.

4 – BATMAN & ROBIN (1997)

Ainda sob a direção de Schumacher, Batman & Robin veio aos cinemas com George Clooney como Bruce Wayne/Batman. Em sua versão do batmóvel, não houve muita mudança do último. Barbara, responsável pelo “novo” carro do morcegão, diz ter se inspirado nos carros de corrida antigo – Jaguar D Type e Delahaye- para criar esse visual para o carro.

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Como os outros batmóveis, esse também era completamente funcional e contava com os acessórios do Morcego. Contanto, ele vinha com algo a mais. Em alguma viagem muito louca, Ling resolveu colocar luzes coloridas no carro. Amarelo, vermelho, laranja e azul, tudo que o Batman precisa para enfrentar o crime de Gotham.

5 – BATMAN BEGINGS/ DARK KNIGHT/ DARK KNIGHT RISES ( 2005,2008,2012)

Depois de anos de filmes duvidosos, a Warner resolveu acertar a mão e chamou Christopher Nolan para dirigir a mais nova sequência de filmes do Homem – Morcego. O Tumbler foi desenvolvido por Crowley e Nolan, e foi construídos pelos engenheiros Chris Corbould e Andy Smith.

A ideia inicial do projeto era fazer do batmóvel um tanque, seguro e confiável, que pudesse segurar toda a pressão. Como o carro deveria atender a todas as demandas do homem- morcego, eles precisavam fazer algo que “pudesse existir”, foi assim que nasceu o Tumbler. Pesando 2,5 toneladas e com a velocidade máxima de 110 MPH (177 KM/H) e capaz de pular até 10 metros, o tumbler foi o batmóvel mais “real” já produzido.

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Como era para parecer um tanque, o tumbler, diferente dos outros batmóveis, não era “estiloso”. Como dito anteriormente, a ideia de Nolan era fazer algo “real”, então, essa história do batman perseguir bandidos munidos de bomba com um impala, tinha ficado ultrapassada.

Existiram 3 versões do Tumbler, um pra cada filme da triologia, com pouca mudança entre elas. Seu motor continuou o mesmo, um 500-HP Chevy 350 V8, pneus para terrenos acidentados e eixo de titânio. A maior diferença entre os modelos, foram os gadgets adicionados neles ao longo da trilogia.

No segundo filme, o tumbler recebeu um controle remoto, permitindo que o Batman o controlasse de longe. O maior upgrade de todos foi, sem dúvida, o “bat-pod”, uma moto que saiu de dentro do tumbler, quando o mesmo foi destruído.

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Uma curiosidade interessante sobre o design do tumbler, era o morcego em sua lataria que poucos conseguiram enxergar ao longo dos 3 filmes. Se olharmos com atenção para a carroceria do tumbler podemos que sua armadura forma um morcego com as asas encolhidas.

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6 – BATMAN VS SUPERMAN (2016)

Com o anúncio de um novo batman, dessa vez sob a direção de Zack Snyder, todos esperam ansiosamente a revelação de quem seria o novo batman e de como seria o novo batmóvel. Depois do Ben Affleck ser escolhido como batman, muitos fãs do morcego perderam suas esperanças com esse filme me incluo nesses fãs. O que não esperávamos, era um batmóvel tão maneiro como o que foi apresentado pela equipe do novo filme.

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Nenhum dado específico sobre o novo carro foi revelado, mas já podemos ver que ele é uma mistura de tudo que veio antes. Corpo longo, com aparência e armamento de um tanque.

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Muito mistério cerca a produção do novo filme do Batman, que será o novo filme do Superman, também Além de ser um novo filme da Mulher maravilha, do Flash, do Aquaman e, muito provavelmente, da liga toda. Tudo que temos sobre o novo Batmóvel são as fotos divulgadas pela equipe de produção.

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Depois de todo esse caminho entre batmóveis, entre filmes bons e filmes ruins, conseguiu descobrir qual é o melhor? Para o que vos fala, é quase impossível decidir qual é o melhor carro do morcegão. Tanto o batmóvel do Tim Burton – o mais irado – quanto o do Nolan são muito bons. Talvez, o melhor batmóvel seja o que está por vir, já que, no final das contas, ele é uma mistura de todos os outros. Só espero que ele não seja uma boate ambulante como aquela merda do Batman&Robin.

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STREET FIGHTER – ASSASSIN’S FIST: CURIOSIDADES SOBRE A WEBSERIE

“Assassin’s Fist” me surpreendeu tão positivamente, que me senti na obrigação de compartilhar com vocês algumas curiosidades sobre a produção e alguns outros detalhes.

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Seguindo uma linha totalmente oposta às produções live-action sobre “Street Fighter” apresentadas  até o momento, vide os desastrosos “Street Fighter: A batalha Final” de 1994 e “Street Fighter: A lenda de Chun-li” de 2009, a webserie criada, roteirizada, dirigida, e estrelada por Joey Ansah e Christian Howard, apresentou um trabalho dedicado, respeitoso e incrivelmente bem feito.

Um erro comum, foi acreditar que essa serie abordaria apenas o treinamento de Ryu e Ken, usando isso como desculpa para vermos diversas cenas de luta. Entretanto, o que vemos no decorrer dos 12 episódios, é uma trama bem elaborada, com personagens envolventes, cenários belíssimos e sim, diversas cenas de luta. Tudo apresentado de uma forma que agradaria os fãs e os que não conhecem nada sobre a franquia.

Francamente fiquei em estase do momento em que comecei, até o momento em que terminei de assistir “Street Fighter: Assassin’s Fist”. Devido à isso, resolvi separar algumas curiosidades sobre a produção, algumas referências e alguns elementos em comum com o material original. Confira:

1 – O objetivo original era viajar o mundo!

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A intenção de Ansah (Akuma) e Howard (Ken), não era inicialmente produzir o curta “Street Fighter: Legacy”, que foi lançado no YouTube em 2010. O objetivo original era produzir para a Capcom, o “World Warrior”, uma série inteira que começasse a partir da história do jogo “Street Fighter II”. Mas como o projeto era muito grande e envolveria filmagens em diversos países, ficou evidente que a Capcom não iria financiar a série toda.

2 – Chamando atenção da Capcon.

Com o lançamento do “Super Street Fighter IV” à caminho, Ansah focou-se na rivalidade entre Ryu e Ken e produziu o Legacy, pensando em assim conseguir receber apoio por parte do departamento de makerting da Capcom. Como uma prova de conceito, durante San Diego Comic-Con International 2012, a Capcom anunciou que tinha concedido direitos aos criadores para ir em frente com o projeto.

3 – Surgindo a ideia do punho assassino.

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Depois do sucesso de “Street Fighter: Legacy”, os dois decidiram que iriam colocar os scripts de “World Warrior” na prateleira, para ser usado depois em uma sequência com um orçamento maior, e passaram a trabalhar na história de origem dos personagens Ansatsuken : Ryu, Ken, Gouken, Gouki/Akuma e Goutetsu. Como a maior parte das filmagens seria realizada nas florestas japonesas, não seria preciso gastar dinheiro com figurantes e outras despesas associadas a filmagens em um ambiente urbano.

4 – Jovens Protagonistas.

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Para Ryu e Ken, o objetivo era fazê-los humanos e não as monstruosidades que são hoje em dia. Então, escolheram caracteriza-los como jovens e bastante inocentes, tendo assim a possibilidade de abordar muitos dramas, ameaças e obstáculos a superar, como os problemas de estranhamento e de abandono que Ken tem com seu pai (como visto na série).

5 – Street Fighter Alpha.

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Baseando-se em tudo o que é considerado como história oficial da franquia, o visual dos personagens foi inspirado na série Alpha (também conhecida como “Zero”), que acontece entre o primeiro torneio e “Street Fighter II”.

6 – Referencias para o passado.

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O núcleo centrado no passado está cheio de elementos que remetem à “Ilíada” e ao Antigo Testamento. Irmão contra irmão, pai contra filho, triângulo amoroso, traição, banimento, o renascimento…

7 – Diferentes tempos.

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Durante a série, acompanhamos duas linhas de tempo. Ambas se passam no passado, sendo uma delas definida em meados dos anos 50, com Gotetsu, Sayaka e Goki, e vemos também os anos 80 com Ryu, Ken e Goken.

8 – Mistura de referências.

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A webserie faz referências a diversos elementos da franquia “Street Fighter”, tais como, alguns movimentos perfeitamente iguais aos vistos nos jogos, música tema dos personagens e até a releitura de uma cena do famoso anime “Street Fighter II Victory”, onde Ken e Ryu brigam com militares no bar. Até pensei que Guile poderia aparecer…

9 – Quem é Dan?

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Quem é verdadeiramente fã de “Street Fighter”, sabe que Goken tinha outro aluno antes de Ryu e Ken, seu nome é Dan. Ele é mencionado no episódio 4 de forma bem humorada, como sendo um antigo estudante do dojo.

10 – Participação “a lá Stan Lee”.

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O homem que sempre perturba Ken durante seu treinamento é Yoshinori Ono, um produtor de videogames japonês. Ele produziu diversos jogos na Capcom, sendo o primeiro deles “Street Fighter III”. Ono foi o principal nome por trás do jogo “Street Fighter IV”, que resgatou o nome da série. Além disso ele também participou diretamente na criação da série de jogos “Onimusha”.

11 – Satsui no Hado.

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A tradução para Satsui no Hado é “Onda de Intenção Assassina”. É uma energia maligna que deixa o usuário extremamente poderoso, no entanto, quase sem controle dos seus atos. Akuma perdeu toda sua humanidade ao se deixar dominar por ela, já seu mestre Goutetsu a controlava. Ryu luta contra ela, mas as vezes se entrega ao seu poder, se tornando o Evil Ryu. Quando deixou a cicatriz no peito de Sagat, Ryu estava possuído pelo Satsui no Hado.

12 – O futuro.

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Avançando para o real objetivo, o “World Warriors”, Ansah gostaria de ter Scott Adkins como Guile em uma segunda temporada, ele seria um militar que trabalha para a C.I.A.. Guile iria contracenar com Chun Li, uma agente da Interpol, que possui o mesmo objetivo que o seu.

“Street Fighter: Assassin’s Fist” estreou no dia 23 de maio de 2014 no canal da Machinima no YouTube. Você pode assistir aos 12 episódios legendados clicando aqui.

Os 12 episódios de “Street Fighter: Assassin’s Fist” deverão ser levados para sites com programação On Demand e até mesmo lançados em uma versão em DVD/Blu-Ray. Estamos no aguardo!

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STAR WARS: A ORIGEM DA LIGHTSABER

E aí, animado para o próximo Star Wars? Pra aumentar a expectativa, confira a história da Lightsaber

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Um vídeo lançado no canal oficial do Star Wars no Youtube, conta a história da Lightsaber. George estragou a nova trilogia Lucas, Mark Hammil e Ben Burtt, responsável pelo som, falam sobre o conceito da lighsaber. Como foi concebida e qual a sua importância para essa galáxia tão tão distante. Veja o vídeo:

 

O vídeo não tem uma versão legendada, mas assim que sair, atualizaremos essa notícia com o vídeo legendado. O novo Star Wars será gravado entre maio e setembro. Star Wars: Episódio VII estreia em 18 de dezembro de 2015.

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10 GRANDES CENAS DE IMPROVISO NO CINEMA

Todos nós sabemos que filmes são gravados como manda o script (eu espero que sim…), mas existem algumas produções que dão mais liberdade aos atores, permitindo que os mesmos criem seus próprios diálogos ou situações seguindo apenas uma linha narrativa já definida. Entretanto, o que me chama mais atenção, é quando um ator tem uma grande sacada e resolve (do nada!) mudar o texto original, que pode acabar melhorando a cena ou criar um alívio cômico inesperado. Existem diretores e roteiristas que não gostam desses improvisos, mas felizmente, também existem alguns outros percebem o quão memorável a cena pode ser e a incluem no filme. Portanto, separei algumas cenas que eu gosto bastante e fizeram muito sucesso na história do cinema.

Vamos começar com um dos melhores filmes de todos os tempos! É claro que me refiro ao “O poderoso chefão” (The Godfather), um clássico de 1972 e dirigido por Francis Ford Coppola.

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Na cena Vito Corleone (Marlon Brando) é confrontado por um homem que exige retaliação por terem matado o marido de sua filha, mas o poderoso chefão não se intimida e ainda mostra o porque é ele quem manda, tudo isso enquanto ele acaricia um gatinho.

O que fez essa cena tão especial (fora o diálogo), é que o gato nunca fez parte do roteiro original. Alguns relatos dizem que Coppola jogou o gato no colo de Marlon Brando antes da cena começar e outros dizem que o ator viu o gatinho perambulando pelo set e o pegou.

Um ano antes, um outro filme espetacular também apresentou uma cena de improviso bem marcante.

laranja mecanica 01

Em “Laranja Mecânica” (A Clockwork Orange) do diretor Stanley Kubrick, a cena em que Alex (Malcom McDowell) e seus droogs fariam uma pequena ultraviolência e estupro, foi refilmada diversas vezes. Não conseguindo ficar satisfeito com a tomada, Kubrick pede para que McDowell fizesse qualquer coisa que lhe viesse à cabeça e ele decide cantarolar “Singing in the rain” enquanto filmava. O diretor ficou tão satisfeito de quão perfeito a cena tinha ficado que correu para conseguir os direitos da música.

Enquanto filmava “Motorista de Táxi” (Taxi Driver) de Martin Scorcese, filme de 1976, Robert De Niro teve que improvisar durante uma cena, já que o roteiro simplesmente dizia “Travis fala com ele mesmo pelo espelho”.

Taxi Driver Foto Steve Shapiro 1976

A maioria dos fãs de “Taxi Driver” não conseguem resistir ao passar por um espelho… A vontade de proferir a frase “Tá falando comigo?” é muito forte!

Harrison Ford pode não ter curtido muito filmar a trilogia idealizada por George Lucas, mas em “Guerra nas Estrelas: O Império Contra Ataca” de 1980, ele foi responsável por uma das melhores cenas de improviso do cinema!

Han_Solo

 Quando Han Solo (Ford) estava prestes a ser congelado em carbonita, a princesa Leia (Carrie Fisher) revela o seu amor por ele, enquanto como resposta escuta apenas um “Eu sei!”.

No roteiro, Han Solo deveria responder “Eu também te amo”, mas sendo um verdadeiro cafajeste, o ator percebeu o que seu personagem nunca diria isso. A cena não teria agradado muito George Lucas, mas acabou ficando assim mesmo.

Em 81 tivemos um outro clássico que também teve uma cena memorável com Harrison Ford, Em “Os caçadores da arca perdida” (Raiders of the Lost Ark) de Steven Spielberg, Indiana Jones (Ford) teve que enfrentar um vilão que demonstrava suas habilidades fazendo malabarismos com uma espada, mas diferente do que imaginaríamos que aconteceria, sem ao menos pestanejar, Indie dispara sua pistola e mata o vilão sem dificuldades.

Indiana Jones

No roteiro original, Indiana Jones teria entrado num longo duelo de espadas com o vilão, mas como no dia anterior a gravação Harrison Ford e boa parte da equipe tiveram intoxicação alimentar, ele não teve disposição para filmar o combate. Foi então que ele conversou com Steven Spielberg e os dois acabaram bolando a cena, que tornou-se uma das mais engraçadas e marcantes do cinema.

Em “Blade Runner, o Caçador de Andróides” (Blade Runner) de 1982, podemos ver como um pequeno detalhe pode deixar uma cena incrivelmente melhor.

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No clássico de Ridley Scott, vemos a cena em que o personagem de Rutger Hauer se despede. De acordo com o roteiro original, o ator deveria ter falado: “Todos aqueles momentos serão perdidos no tempo.”

Algo o incomodava e ele não estava muito confortável com sua fala. Durante a filmagem o ator resolveu incrementar e falou: “Todos aqueles momentos serão perdidos no tempo como lágrimas na chuva.”

“Nascido Para Matar” (Full Metal Jacket) de Stanley Kubrick, definitivamente não pode faltar nessa lista. O diretor não resistiu e aproveitou a experiência miliar real de R. Lee Ermey no filme, o que rendeu diversas cenas de improviso hilárias e inesquecíveis.

nascido para matar

R. Lee Ermey quase não fez parte do filme, já que nem mesmo foi escalado para fazer o papel do sargento Hartman, mas após o ex-instrutor enviar um vídeo dele mesmo proferindo insultos para um grupo de Mariners durante 15 minutos, Kubrick não teve dúvidas e o trouxe para o seu filme.

Ermey teria escrito 150 páginas de insultos e Kubrick estima que 50% dos diálogos do personagem foram improvisados.

Graças a uma brincadeira que não estava no roteiro, “Uma linda mulher” (Pretty Woman) de Garry Marshall, também ganhou seu lugar nessa lista.

Uma linda mulher

Em uma cena famosíssima do longa, Edward Lewis (Richard Gere) presenteia a garota de programa Vivian Ward (Julia Roberts) com um “singelo” colar de diamantes. Até ai, a cena corria como o planejado, mas quando Julia Roberts está prestes a tocar no colar, Richard Gere fecha a tampa da caixa, assustando e fazendo a atriz cair gargalhada.

De tão espontânea, o diretor decidiu deixar a cena do jeito que estava.

Em 91, Anthony Hopkins deu vida ao Dr. Hannibal Lecter em “O silêncio dos inocentes” (The Silence of the Lambs) do diretor Jonathan Demme.

O-Silêncio-dos-Inocentes

Enquanto contava uma de suas histórias gastronômicas para a agente do FBI Clarice Starling (Jodie Foster), Hannibal produz um som, que em conjunto com o diálogo e a fantástica atuação de Hopkins, é no mínimo perturbador.

A emissão desse som não estava no roteiro original, ele era algo que provavelmente Hopkins fez durante os ensaios para assustar a Judie Foster e o diretor felizmente decidiu deixar na edição final.

Em “O cavaleiro das trevas” (The Dark Knight) de 2008, o Coringa de Heath Ledger não só rouba a cena como consegue transformar uma situação séria em uma piada de humor negro muito bem feita.

Nurse joker

Enquanto ocorria a explosão no hospital, o Coringa (Ledger) deveria caminhar pela rua indo em direção ao ônibus escolar que sairia depois que explosão tivesse terminado. No entanto, em um momento de puro improviso, Ledger parou de andar durante uma pausa nas explosões (que diferente do muitos pensam, ela foi planejada) e começou a mexer o detonador como se ele houvesse falhado. Quando as explosões recomeçam, o ator leva um susto e da continuidade a cena.

Como tivemos tantos improvisos marcantes no cinema, é bem complicado escolher quais deles deveriam entrar e quais deveriam ficar de fora dessa lista. Eu preferi incluir alguns improvisos clássicos e alguns outros muito relevantes para mim, mas é inevitável que alguns fiquem de fora. Por isso, pretendo criar futuramente, uma série de listas com mais cenas.

Deixem ai nos comentários qual cena que você acha que não podia ter faltado!

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