10 GRANDES CENAS DE IMPROVISO NO CINEMA

Todos nós sabemos que filmes são gravados como manda o script (eu espero que sim…), mas existem algumas produções que dão mais liberdade aos atores, permitindo que os mesmos criem seus próprios diálogos ou situações seguindo apenas uma linha narrativa já definida. Entretanto, o que me chama mais atenção, é quando um ator tem uma grande sacada e resolve (do nada!) mudar o texto original, que pode acabar melhorando a cena ou criar um alívio cômico inesperado. Existem diretores e roteiristas que não gostam desses improvisos, mas felizmente, também existem alguns outros percebem o quão memorável a cena pode ser e a incluem no filme. Portanto, separei algumas cenas que eu gosto bastante e fizeram muito sucesso na história do cinema.

Vamos começar com um dos melhores filmes de todos os tempos! É claro que me refiro ao “O poderoso chefão” (The Godfather), um clássico de 1972 e dirigido por Francis Ford Coppola.

The-Godfather-cat

Na cena Vito Corleone (Marlon Brando) é confrontado por um homem que exige retaliação por terem matado o marido de sua filha, mas o poderoso chefão não se intimida e ainda mostra o porque é ele quem manda, tudo isso enquanto ele acaricia um gatinho.

O que fez essa cena tão especial (fora o diálogo), é que o gato nunca fez parte do roteiro original. Alguns relatos dizem que Coppola jogou o gato no colo de Marlon Brando antes da cena começar e outros dizem que o ator viu o gatinho perambulando pelo set e o pegou.

Um ano antes, um outro filme espetacular também apresentou uma cena de improviso bem marcante.

laranja mecanica 01

Em “Laranja Mecânica” (A Clockwork Orange) do diretor Stanley Kubrick, a cena em que Alex (Malcom McDowell) e seus droogs fariam uma pequena ultraviolência e estupro, foi refilmada diversas vezes. Não conseguindo ficar satisfeito com a tomada, Kubrick pede para que McDowell fizesse qualquer coisa que lhe viesse à cabeça e ele decide cantarolar “Singing in the rain” enquanto filmava. O diretor ficou tão satisfeito de quão perfeito a cena tinha ficado que correu para conseguir os direitos da música.

Enquanto filmava “Motorista de Táxi” (Taxi Driver) de Martin Scorcese, filme de 1976, Robert De Niro teve que improvisar durante uma cena, já que o roteiro simplesmente dizia “Travis fala com ele mesmo pelo espelho”.

Taxi Driver Foto Steve Shapiro 1976

A maioria dos fãs de “Taxi Driver” não conseguem resistir ao passar por um espelho… A vontade de proferir a frase “Tá falando comigo?” é muito forte!

Harrison Ford pode não ter curtido muito filmar a trilogia idealizada por George Lucas, mas em “Guerra nas Estrelas: O Império Contra Ataca” de 1980, ele foi responsável por uma das melhores cenas de improviso do cinema!

Han_Solo

 Quando Han Solo (Ford) estava prestes a ser congelado em carbonita, a princesa Leia (Carrie Fisher) revela o seu amor por ele, enquanto como resposta escuta apenas um “Eu sei!”.

No roteiro, Han Solo deveria responder “Eu também te amo”, mas sendo um verdadeiro cafajeste, o ator percebeu o que seu personagem nunca diria isso. A cena não teria agradado muito George Lucas, mas acabou ficando assim mesmo.

Em 81 tivemos um outro clássico que também teve uma cena memorável com Harrison Ford, Em “Os caçadores da arca perdida” (Raiders of the Lost Ark) de Steven Spielberg, Indiana Jones (Ford) teve que enfrentar um vilão que demonstrava suas habilidades fazendo malabarismos com uma espada, mas diferente do que imaginaríamos que aconteceria, sem ao menos pestanejar, Indie dispara sua pistola e mata o vilão sem dificuldades.

Indiana Jones

No roteiro original, Indiana Jones teria entrado num longo duelo de espadas com o vilão, mas como no dia anterior a gravação Harrison Ford e boa parte da equipe tiveram intoxicação alimentar, ele não teve disposição para filmar o combate. Foi então que ele conversou com Steven Spielberg e os dois acabaram bolando a cena, que tornou-se uma das mais engraçadas e marcantes do cinema.

Em “Blade Runner, o Caçador de Andróides” (Blade Runner) de 1982, podemos ver como um pequeno detalhe pode deixar uma cena incrivelmente melhor.

blade-runner

No clássico de Ridley Scott, vemos a cena em que o personagem de Rutger Hauer se despede. De acordo com o roteiro original, o ator deveria ter falado: “Todos aqueles momentos serão perdidos no tempo.”

Algo o incomodava e ele não estava muito confortável com sua fala. Durante a filmagem o ator resolveu incrementar e falou: “Todos aqueles momentos serão perdidos no tempo como lágrimas na chuva.”

“Nascido Para Matar” (Full Metal Jacket) de Stanley Kubrick, definitivamente não pode faltar nessa lista. O diretor não resistiu e aproveitou a experiência miliar real de R. Lee Ermey no filme, o que rendeu diversas cenas de improviso hilárias e inesquecíveis.

nascido para matar

R. Lee Ermey quase não fez parte do filme, já que nem mesmo foi escalado para fazer o papel do sargento Hartman, mas após o ex-instrutor enviar um vídeo dele mesmo proferindo insultos para um grupo de Mariners durante 15 minutos, Kubrick não teve dúvidas e o trouxe para o seu filme.

Ermey teria escrito 150 páginas de insultos e Kubrick estima que 50% dos diálogos do personagem foram improvisados.

Graças a uma brincadeira que não estava no roteiro, “Uma linda mulher” (Pretty Woman) de Garry Marshall, também ganhou seu lugar nessa lista.

Uma linda mulher

Em uma cena famosíssima do longa, Edward Lewis (Richard Gere) presenteia a garota de programa Vivian Ward (Julia Roberts) com um “singelo” colar de diamantes. Até ai, a cena corria como o planejado, mas quando Julia Roberts está prestes a tocar no colar, Richard Gere fecha a tampa da caixa, assustando e fazendo a atriz cair gargalhada.

De tão espontânea, o diretor decidiu deixar a cena do jeito que estava.

Em 91, Anthony Hopkins deu vida ao Dr. Hannibal Lecter em “O silêncio dos inocentes” (The Silence of the Lambs) do diretor Jonathan Demme.

O-Silêncio-dos-Inocentes

Enquanto contava uma de suas histórias gastronômicas para a agente do FBI Clarice Starling (Jodie Foster), Hannibal produz um som, que em conjunto com o diálogo e a fantástica atuação de Hopkins, é no mínimo perturbador.

A emissão desse som não estava no roteiro original, ele era algo que provavelmente Hopkins fez durante os ensaios para assustar a Judie Foster e o diretor felizmente decidiu deixar na edição final.

Em “O cavaleiro das trevas” (The Dark Knight) de 2008, o Coringa de Heath Ledger não só rouba a cena como consegue transformar uma situação séria em uma piada de humor negro muito bem feita.

Nurse joker

Enquanto ocorria a explosão no hospital, o Coringa (Ledger) deveria caminhar pela rua indo em direção ao ônibus escolar que sairia depois que explosão tivesse terminado. No entanto, em um momento de puro improviso, Ledger parou de andar durante uma pausa nas explosões (que diferente do muitos pensam, ela foi planejada) e começou a mexer o detonador como se ele houvesse falhado. Quando as explosões recomeçam, o ator leva um susto e da continuidade a cena.

Como tivemos tantos improvisos marcantes no cinema, é bem complicado escolher quais deles deveriam entrar e quais deveriam ficar de fora dessa lista. Eu preferi incluir alguns improvisos clássicos e alguns outros muito relevantes para mim, mas é inevitável que alguns fiquem de fora. Por isso, pretendo criar futuramente, uma série de listas com mais cenas.

Deixem ai nos comentários qual cena que você acha que não podia ter faltado!

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