300 A ASCENSÃO DO IMPÉRIO: CRÍTICA DO VAMBEBE

A Warner realizou no Rio de Janeiro, nessa última quinta feira (dia 27), a premier do novo filme de Rodrigo Santoro. Mesmo sem poder ser especificamente caracterizado como uma história que se passa antes e nem uma que se passa depois da Batalha das Termópilas, “300: A Ascensão do Império” (300: Rise of an Empire) é uma continuação que expande os acontecimentos do primeiro filme, explorando o que aconteceu antes, durante e depois da Batalha que imortalizou os 300 espartanos.

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Diferentemente do primeiro filme, o foco dessa vez não esta nos espartanos mas sim nos atenienses e no seu famoso e influente general, Temístocles (Sullivan Stapleton). Um homem diferente de Leónidas (Gerard Butler), um homem que não demonstra a imponência e a ferocidade característica do rei espartano, mas que ainda sim é um perigoso e experiente guerreiro.

O longa começa com a famosa Batalha de Maratona (490 a.C.), onde a investida de Temístocles pega de surpresa o exército de Dario, líder dos Persas e pai de Xerxes (Rodrigo Santoro). Tamanha foi a violência dos gregos que os persas tiveram que recuar para seus navios e abandonar o combate, foi então que o general pega um arco e atira uma flecha que acerta Dario no coração, despertando a dor e o ódio em Xerxes, o que motiva todos os acontecimentos seguintes, embora Artemísia (Eva Green) tenha dado um empurrãozinho que foi importante para a megalomania do vilão.

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No geral, “300: A Ascensão do Império” acerta e peca nos mesmos quesitos que seu anterior. Enquanto a grandiosidade dos exércitos, os efeitos visuais e as cenas de lutas impressionam pela fluidez e beleza perturbadora (sim, é perturbador ver uma pessoa morrer e achar a cena muito bonita), os heróis da trama são rasos e o exagero está sempre presente, tanto na personalidade como nos baldes de sangue que o filme faz questão de jogar na sua cara, literalmente!

Não conhecemos o passado de Temístocles, só sabemos que foi ele quem subjugou o rei persa e também que se sente responsável pelos novos ataques sofridos pelo povo grego, já que não matou Xerxes quando teve a oportunidade. No decorrer da narrativa ainda vemos a rasa relação de Calisto, um jovem ateniense, e o seu pai, algo que repete uma fórmula já vista em “300”, com o personagem de Vincent Regan e seu filho que morre em batalha. Em contrapartida a personagem de Eva Green é bem explorada e entendemos suas (mais do que justificadas) motivações e o ódio pelo povo grego.

Uma surpresa muito positiva é exatamente o destaque que a trama dá às suas personagens femininas. É curioso e gratificante ver Artemísia e Gorgo (Lena Headey) se mostrarem tão importantes e decisivas no meio das batalhas travadas pelos homens. Infelizmente até mesmo elas sofrem com os exageros do filme, como por exemplo a cena de sexo selvagem entre Temístocles e Artemísia, que além de criar um alívio cômico nas cenas seguintes, parece mais uma oportunidade para exibir os seios de Eva Green (lindos por sinal…) do que propriamente por necessidade narrativa.

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Apesar de não ser o grande vilão da película, Xerxes, que no anterior demonstrava ser um homem exótico, mimado e que queria a dominação dos povos gregos, sua presença se torna o plano de fundo para a trama. Seu passado é apresentado e entendemos como o homem se tornou o “Deus Rei”, assim como podemos ver o que acontece depois da batalha contra os 300.

Noam Murro substituiu Zack Snyder na direção do longa, e diga-se de passagem, fez um excelente trabalho, onde conseguiu manter a essência, figurinos e a fotografia semelhantes ao anterior. Isso em conjunto com as referências à franquia, sendo colocadas em momentos precisos o que resultou numa obra que poderia muito bem ser exibida em conjunto com “300” (sendo que “300” deve ser visto antes de “300: A Ascensão do Império”).

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“300: A Ascensão do Império” cumpre o que foi prometido e apresenta um bom filme de ação/épico exatamente na mesma pegada que seu anterior, por tanto, está mais do que recomendado. Principalmente para os fãs de “300”.

Um brinde ao filme!

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