CERVEJA DE MILHO: VOCÊ PODE ESTAR BEBENDO E NEM SABE

Cevada, lúpulo e água são conhecidos como as matérias-primas principais para a fabricação da cerveja. Entretanto, quase ninguém sabe que o milho é um ingrediente muito comum da cerveja nacional e que pode estar presente em, aproximadamente, até metade de sua composição.

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Através de uma pesquisa promovida pelo Laboratório de Ecologia Isotópica no Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP, em conjunto com a Unicamp, mostra que cervejas brasileiras possuem cerca de 50% de milho em sua composição, sendo que o máximo de adjuntos como milho, arroz, trigo, centeio, aveia e sorgo, permitidos pelo Governo é de 45%. Quando algum outro cereal é utilizado em maior proporção que a cevada, a cerveja deve ser denominada com o nome do vegetal predominante, como a cerveja de trigo, por exemplo.

Em comunicado, a AmBev (Companhia de Bebidas das Américas), fabricante das marcas Caracu, Antarctica, Brahma, Bohemia e Skol, afirmou que:

“controlar a quantidade de malte de cevada é necessário para obter cerveja com características adaptadas ao paladar do consumidor brasileiro: leve, refrescante e de corpo suave”

A Schincariol, que produz a Nova Schin e a Glacial, diz que:

“respeitamos as iniciativas de pesquisas realizadas pela USP, mas ressalta que a metodologia utilizada no mencionado estudo não é a determinada pelo Ministério da Agricultura”

“estamos à disposição dos pesquisadores responsáveis pelo estudo para esclarecer possíveis dúvidas sobre seus produtos ou processos”

Humberto de Lazari, gerente corporativo industrial do Grupo Petrópolis, das cervejas Itaipava e Crystal, foi mais direto:

“É um trabalho interessante, mas discordamos dos resultados”

Na verdade nenhuma das empresas vai admitir uma “adulteração” no seu produto e vai alegar que essa é a sua fórmula, mas é claro que incluir adjuntos como o milho, barateia os custos da fabricação, já que quase todo o malte é importado e esses adjuntos (segundo a pesquisa) aceleram o processo de fermentação.

Um dos maiores problemas a cerca disso, é que “as cervejarias não são obrigadas a descrever detalhadamente todos os ingredientes existentes na cerveja e, normalmente, usam o termo genérico ‘cereais não maltados’, ao invés da especificação de cada produto que a constitui”, como afirma Sílvia Fernanda Mardegan, coordenadora do estudo.

cerveja

O estudo e essa matéria não afirmam que cervejas com essas características são necessariamente ruins (algumas são sim…), mas transparência é muito importante. Se a indústria tem o direito de colocar milho ou arroz na cerveja, deveria também informar ao consumidor a quantidade utilizada.

Fonte: EstimulaNet.com, USP e Folha de São Paulo.

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