WOLVERINE – IMORTAL: CRÍTICA DO VAMBEBE [spoilers]

Depois de uma apresentação deturpada e mal executada da história de um dos personagens mais icônicos do mundo dos quadrinhos em “X-Men Origens: Wolverine”, o personagem precisava de um novo filme que os fãs pudessem ter orgulho… Infelizmente não será em “Wolverine: imortal” que poderemos ver isso acontecer.

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[O texto a seguir contém descrições de cenas relevantes a história do filme]

[SPOILER]

Pela sexta vez, Hugh Jackman volta a interpretar o mutante canadense e demonstra total intimidade com o personagem, conseguido boas atuações tanto em momentos de raiva, como em momentos dramáticos. Enquanto no primeiro filme foi mostrado como o herói ganhou o esqueleto recoberto de Adamantium, antes mesmo de ter entrado para o time dos X-Men, este narra os eventos ocorridos depois de “X-Men: O Confronto Final”, onde Logan (Jackman) fora obrigado a matar Jean Grey (Famke Janssen) que ameaçava destruir o mundo.

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Assim como o preconceito racial foi o grande inimigo enfrentado pelos X-Men nos filmes anteriores, aqui Wolverine se mostra vítima do transtorno de estresse pós-traumático. Onde antes havia um guerreiro implacável, agora existe apenas um andarilho, assombrado pela culpa de ter tirado a vida de sua amada, vivendo em meio à floresta e evitando o contato com outras pessoas, até que Yukio (Rila Fukushima) o procura, a mando de um antigo conhecido que propõe uma cura para a sua imortalidade. Após ser aparentemente envenenado pela Víbora (Svetlana Khodchenkova), Wolverine tem seu fator de cura afetado, no momento em que precisa proteger a neta de seu anfitrião que se vê ameaçada pela Yakuza.

O longa foi baseado nas histórias em quadrinhos de Chris Claremont e Frank Miller, intituladas: “Eu, Wolverine”. Nas HQs, Logan luta pelo amor de Mariko Yashida e também para controlar a sua fúria inconsequente, sendo o Japão, o lugar perfeito para aprender a ter auto controle, já que tudo envolve a honra, educação e tradições. Como esse Wolverine realmente furioso e descontrolado nunca foi visto nos cinemas, esse elemento teve que ser substituído por uma suposta “imortalidade” e sua cura, que não é aprofundada em termos de roteiro, mas serve de pretexto para toda a história e é algo que nem mesmo o personagem demonstra realmente querer.

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Os vilões do filme são um pesadelo a parte, a bizarra Víbora é importante apenas para injetar o pequeno robô em Wolverine (que sabe-se lá como afeta o seu fator de cura) e durante a batalha final, resolve trocar de pele sem nenhum motivo aparente, Kenuichio Harada (Will Yun Lee) que deveria ser o Samurai de prata, guarda costas da Víbora e meio-irmao de Mariko de acordo com a história original, é rebaixado a um mero ninja ex-namorado de Mariko (olha que mudança!) que mal tem uma finalidade definida no filme e por fim Yashida (Hal Yamanouchi), o velho decrépito que é declarado morto, se revela no final como o piloto da armadura feita de Adamantium que acaba cortando as garras do carcaju… sim corta-las com a finalidade de drenar a imortalidade através dos cotocos! (Sem existir a menor possibilidade de explicar como isso é possível)

[Momento fã]

Para quem não conhece, o Samurai de Prata é um MUTANTE que tem o poder de carregar sua katana com uma energia descrita como um campo de táquions, que a permite cortar qualquer substância conhecida, EXCETO o Adamantium e sua armadura não é feita com o mesmo metal das garras de Wolverine. O Adamantium é uma liga metálica fictícia e considerada indestrutível, pois humanos, Krees, Skrulls, mutantes e outros com força descomunal jamais conseguiram destruir esse metal ou qualquer uma de suas ligas, porém seres com forças ilimitadas como Hulk, Thanos e alguns outros, foram capazes de destruir instrumentos feitos de Adamantium, apesar da enorme dificuldade.

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Os pontos positivos do filme ficam por conta da trilha sonora, que enfatiza os momentos melancólicos do personagem de forma coerente; da ambientação, já que os cenários são extremamente fiéis à arquitetura japonesa (o longa foi filmado na Austrália) e é raro um filme hollywoodiano ter personagens japoneses realmente falando japonês e além desses, temos o par romântico formado por Jackman e Tao Okamoto que acontece de forma natural levando em consideração a situação em que ambos se encontram (fragilizados emocionalmente).

Infelizmente esses pontos positivos ao meu ver, são incapazes de salvar toda a produção repleta de incoerência e descaso com a história original.

“Wolverine: Imortal” é mais um filme péssimo que tenta inventar uma história sem sentido para um personagem já consolidado, além de exibir cenas ilógicas e desnecessárias se perdendo completamente no seu momento de conclusão.

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