O HOMEM DE AÇO: CRÍTICA DO VAMBEBE.

Amanha finalmente estreia nos cinemas nacionais “O Homem de Aço” (The Man of Steel), filme que apresenta de forma mais realista um novo começo para a história do super herói mais famoso do mundo.

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Na trama vemos o planeta Krypton prestes a sofrer um colapso que o destruirá por completo, enquanto um golpe militar liderado pelo general Zod (Michael Shannon) é posto em prática, em meio a tudo isso vemos o nascimento de Kal-El, o nosso herói. Um pouco antes do planeta ser completamente destruído, seus pais o enviam ao planeta terra em uma pequena nave, levando com ele importantes informações de Krypton. Já em seu novo lar, a criança foi criada por Superman-1Jonathan (KevinCostner) e Martha Kent (Diane Lane), e lhe deram o nome de Clark. Conforme Clark vai crescendo, junto com ele vemos crescer os seus dilemas e as suas dúvidas, sobre quem ele realmente é, porque é tão diferente dos outros e se ele deve ou não usar seus poderes para ajudar as pessoas. Devido a esses dilemas depois que se torna um adulto Clark se isola de todos buscando respostas.

Essas questões éticas e as dúvidas sobre a sua origem são retratadas no longa até um pouco mais da metade da produção, muitas das vezes como flashbacks mostrando a infância e adolescência de Clark, além do convívio (muitas das vezes conturbado) com seus pais terrestres. Porém esse arco dramático foi realizado de forma tão bem feita, que não se torna maçante ou chato, o sentimento é exatamente o oposto e gera curiosidade, já que passamos a entender o ponto de vista do herói.

“O Homem de Aço” está de parabéns quando se trata do seu elenco, todos os atores, sendo eles principais ou coadjuvantes conseguiram desempenhar muito bem os seus papeis, destaque para Henry Cavill que conseguiu surpreender com o seu Superman. Além do porte físico digno do herói, o ator consegue se expressar de forma convincente em momentos distintos, momentos em que precisamos ver o personagem com um ar de superioridade e logo em seguida vê-lo de forma humilde e contido.

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Além do elenco, outro ponto interessante no filme é como Krypton foi apresentado. Seu clima, sua cultura e sua tecnologia chamam atenção por ser diferente de tudo que já foi apresentado em produções anteriores, é curioso ver imagens se formando nas mesas de comando usando a estranha “nanotecnologia” ao invés das tão comuns projeções super coloridas como as usadas por Tony Strak em o “Homem de Ferro”. Esse efeito criado para representar a tecnologia Kryptoniana é apenas um entre muitos outros visto em todo o filme. Os efeitos especiais são espetaculares e de uma perfeição surreal.

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A trilha sonora criada pelo mestre Hans Zimmer, é um show a parte e dita o ritmo em diversos momentos da produção, de forma envolvente e que consegue se enquadrar perfeitamente em momentos de ação e combate. Durante esses combates vemos que esse Superman é violento e inconsequente, o heroi destroi uma cidade inteira (evidentemente matando milhares) enquanto luta com os Kryptonianos. Como o filme retrata o início da lenda do “Superman”, o herói ainda esta um pouco diferente de como o conhecemos e talvez na sequência vejamos o “super” controlando sua força, com medo de arrasar outra cidade.

“O Homem de Aço” em si é um filme muito bom, mas possui alguns problemas que incomodam, algo que não chega a pesar negativamente no contexto geral.

Os problemas mais evidentes e que são difíceis de engolir foram, a identidade do herói, que é revelada e ninguém percebe… (se bem que se tratando de Superman, nós já estamos até acostumados.); Como o herói aprendeu a voar… Convenhamos, foi forçado demais; Os momentos cômicos do filme poderiam não existir, foram totalmente inúteis e poucos são realmente engraçados e por fim, os momentos em que não existem explicações de como ou porque aquela situação específica aconteceu.

As cenas de lutas ao estilo Dragon Ball, até poderiam entrar nessa lista de problemas para alguns, mas sejamos francos, quando dois seres super fortes que podem voar super rápido e são invulneráveis, lutas do tipo são completamente inevitáveis e não vejo outra forma que represente melhor uma luta entre os dois. Falando nisso, a batalha final pode deixar os fãs mais fervorosos um pouco frustrados, mas ainda sim foi um excelente desfeito, polêmico, mas coerente.

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Mesmo com pequenos problemas, “O Home de Aço” do diretor Zack Snyder surpreende e dá início a uma nova franquia de filmes do herói. Que venha logo a sequência e a Liga da Justiça!

Um detalhe importante deve ser lembrado, se possível, não assista o filme em 3D. O efeito é incrivelmente desnecessário e quase imperceptível durante todo o filme.

Um brinde ao filme!

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2 Respostas para “O HOMEM DE AÇO: CRÍTICA DO VAMBEBE.

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