CRISE DE EFEITOS VISUAIS EM HOLYWOOD GANHA PROPORÇÃO MUNDIAL

A principio, um discurso interrompido na premiação do Oscar e uma eleição em L.A não tem muitas coisas em comum, mas na cidade que se alimenta de cinema e entretenimento, as duas coisas se completam.

Os candidatos a prefeito, escolhidos no primeiro turno,Wendy Greuel e Eric Garcetti, ambos democratas, vão disputar o cargo no segundo turno, em maio tendo como um dos pontos principais de suas campanhas suas iniciativas para deter a “produção em fuga”. “Nesta cidade, quando há um volume produção em  andamento, todo mundo ganha. Eu não estou na indústria, mas as compras na minha loja aumentam quando estão filmando aqui na rua”, disse uma eleitora numa entrevista de rádio, no dia do primeiro turno.

Por causa da migração de produtoras e projetos, entre os anos de 2004 e 2011, os cofres do município de LA tiveram um prejuízo de 3 bilhõõõões de Dólares  dinheiro esse, que seria proveniente dos salários e impostos das produtoras, que “fugiram” de lá, pois encontraram lugares mais “fáceis” ao redor mundo, haja visto ,que, a burocratização em LA, segundo relatos, é enorme.

Quando, cinco anos atrás, o dinheiro sumiu e o público decidiu ficar em casa, os grandes estúdios – que são os grandes movimentadores de recursos, contribuindo com mais de 15 bilhões de dólares  por  ano em impostos federais e estaduais – apertaram o botão de pânico em duas frentes: uma, baixar ao máximo o custo de produção; duas, só investir no que pode dar certo, ou seja, filmes espetaculares para o público infanto-juvenil.

Só existe um modo de resolver essa equação: levando os efeitos especiais, que hoje podem representar mais de 40 por cento do orçamento de uma produção, pelos mesmos caminhos da filmagem, ou seja, para lugares onde o custo seja menor e haja incentivos fiscais.

“Os efeitos especiais estão vivendo um momento de enormes desafios”, diz Bill Westenhofer, um dos fundadores e CEO da Rhythm ‘n Hues, uma das mais antigas e respeitadas empresas de efeitos visuais de Los Angeles. Premiada com um Oscar pelos efeitos de As Aventuras de Pi, a Rhythm ‘n Hues tinha pedido concordata uma semana antes da festa, e, neste momento, tem sua sorte decidida nos tribunais.  “Temos que repensar nosso modelo de negócios”, Westenhofer continua. “Nossos artistas de efeitos visuais estão sofrendo, agora. A Rhythm ‘n Hues sempre foi uma empresa onde o profissional vinha em primeiro lugar, onde cada um era tratado como o artista que ele ou ela de fato é. Como manter isso sem se colocar numa crise financeira? Como não perder a qualidade quando os orçamentos que nos propõem são cada vez mais apertados?”

Não se iludam, contudo: o poderio financeiro e o know how ainda estão aqui. Mas o mundo está cada vez mais acessível e interessante, sustentado por mercados com apetite cada vez maior por produto audioviosual e com estrutura e mão de obra altamente competitivas. O que hoje se chama Hollywood migrou da costa leste para a California, um século atrás, exatamente por esse motivo. E, agora, vai mais além.

Fonte de apoio:  UOL Entretenimento

A crise dos efeitos visuais não é novidade. Sem o apoio do governo americano, a situação tende a piorar. Uma ação conjunta das produtoras e do governo, uma ação para estimular a criação de conteúdo dentro do país, e, com isso, melhorar a situação financeiras das empresas de FX, deve ser feita! Vários exemplos já foram citados, caso o mercado de FX continue em queda. Porém, sem investimento, não há nada que possa ser feito. As produtoras tem que prestar mais atenção em quem tem o maior trabalho. Na pior hipótese possível, ou como os americanos gostam de chamar, “Worst case scenario”, as empresas de FX migraram de vez para o exterior, onde tudo indica, paga um pouco melhor e tem menos burocracia, acabando de vez com Hollywood.

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